Não houve acordo entre Milan e FC Porto na renegociação dos termos inicialmente acordados para a transferência de Cissokho para Itália. Ao que a Renascença apurou, o Milan apresentou duas plataformas para um novo entendimento: um empréstimo com cláusula de opção, ou então, uma redução de 4 milhões de euros na verba de 15 milhões que serviu de base ao principio de acordo entre Galiani e Pinto da Costa.
Duas propostas, de pronto, rejeitadas pelo FC Porto. 11 milhões de euros significariam um encaixe de 9 milhões e 900 mil euros, em contraponto com 13 milhões e meio previstos.
Quanto ao empréstimo, o presidente do Milan já confirmou à imprensa italiana que as exigências do FC Porto são demasiado elevadas: "Infelizmente, o pedido para o empréstimo do Porto é demasiado elevado. Assim sendo, a transferência é cancelada". Por isso, o negócio foi abortado. Palavras de Adriano Galiani que já foram transmitidas a Cissokho que ontem partiu para férias, no Senegal. O empresário do jogador, Roger Boli, para já, limita-se à reserva de não comentar.
Recordar que o inicio do fim deste negócio teve que ver com um problema dentário diagnosticado nos primeiros exames médicos realizados, em Itália. Um problema de oclusão dentária. Ou seja, um mau posicionamento dos dentes ao contactarem. O que pode provocar dores de costas, fadiga muscular e perda de equilíbrio. O departamento médico do FC Porto iniciou o tratamento deste problema, logo que Cissokho chegou do Vitória de Setúbal e os resultados ficaram à vista de todos na segunda metade da época.
Jean-Pierre Masserman, directo clínico do Milan, especialista no problema em questão sujeitou o jogador a exames específicos e confirmou, ontem, que havia solução.
Contudo, os dirigentes “rossoneri” avançaram de imediato para a mesa de negociações. O Porto, segundo Adriano Galiani pediu muito dinheiro pelo empréstimo, ao que a Renascenca apurou recusou, também, retirar 4 milhões aos 15 acordados.
Cissokho do Senegal viaja para o Porto, o negócio com o Milan foi abortado.