Por favor, antes de colocar a sua pergunta, verifique se não foi já respondida
Sintomas Grupos de Risco Contágio Tratamento/Vacina Resposta Social
Pode começar por outros sintomas. Há aqui um conjunto de sintomas que caracteriza a chamada “síndrome gripal”. Um deles é o inicio súbito de febre alta, mas nem todas as pessoas começam por ter esse sintoma. E em algumas situações pode até nem se verificar a existência de febre alta, apesar de estar presente em mais de 95% dos casos.O que é preciso é estar atento a uma série de sintomas, que podem ou não aparecer todos ao mesmo tempo. O principal, de facto, é a febre alta de inicio súbito, mas que não é sempre o primeiro. O outros são: mal-estar geral, dores de cabeça, articulares, musculares, dores de garganta, tosse, às vezes também alguma irritação ocular. Portanto, é um conjunto que sintomas que caracteriza a já referida “síndrome gripal”, e as pessoas devem estar atentas a eles. Caso ocorram devem ligar para a linha de saúde 24 ou para o seu médico assistente.Graça Freitas, Subdirectora-Geral da Saúde
Actualmente, com as novas orientações técnicas, se o seu filho não tem nenhuma doença, nem está clinicamente mal, vai ser apenas feito o diagnóstico clínico. Portanto, só o próprio médico é que decide, caso a caso, se é necessário fazer ou não uma análise. Nesse caso, será também o médico a decidir se o seu filho precisa de anti-viral, terapêutica específica, ou se só precisa de medidas para melhorar a febre e o seu estado geral. Também compete ao médico assistente depois emitir uma declaração em que diz que o seu filho pode frequentar a escola. Portanto, estas decisões todas dependem da situação clínica, depende da apreciação do médico assistente, e este vai decidir se faz ou não terapêutica, se faz ou não análises e quando é que pode voltar à escola.Graça Freitas, Sub-Directora Geral de Saúde
A linha de saúde 24 não faz diagnósticos diferenciais. Avalia sinais e sintomas, e, de acordo com os dados recolhidos, pesquisa critérios de gravidade.No caso de sintomatologia sugestiva de gripe, e com a informação obtida, os doentes podem ser aconselhados a ficar em casa em regime de vigilância activa ou auto-vigilância, ou então a recorrer aos serviços de atendimento da gripe ou a uma urgência hospitalar.Filipe Froes, epidemiologista e consultor da Direcção-Geral da Saúde.
Importa notar que a gripe A, com a experiência que tem existido no mundo inteiro, tem sido uma forma de gripe relativamente leve. Com variações pessoais, como também é próprio em gripes sazonais. Isto é, um ou outro caso de gripe muito grave, mesmo em pessoas saudáveis.Mas na esmagadora maioria das pessoas confunde-se com gripe sazonal, não há maneira de se saber se é uma ou outra sem haver análise clínica. E depois pode existir um ou outro caso de gripe muito leve, que passa praticamente despercebida, e que tem importância porque propaga a doença a outros sem a própria pessoa saber.Mas, do ponto de vista da observação do doente, a gripe A é inconfundível de outra gripe.E portanto, respondendo directamente à pergunta, para a grande maioria dos doentes não requer nem tratamentos especiais, nem cuidados especiais, para além dos cuidados a tomar numa gripe normal.Agostinho Marques, director do serviço de pneumologia do Hospital de São João, no Porto.
O único medicamento que aconselhamos em situações de febre é o Paracetamol, com a dose adaptada à idade do doente. E unicamente este. Outros medicamentos com efeitos analgésicos podem ter efeitos secundários. Por isso, de forma própria, em regime de auto-medicação, o único aconselhado é o Paracetamol. E mesmo assim não deve ser ultrapassada a dose recomendada. Para além disso, os adultos devem suspender o consumo de álcool enquanto estiverem a tomar o Paracetamol. Mas queria sublinhar mais uma vez: nós ainda não estamos, nesta altura, perante uma onda epidémica em Portugal. O nosso trabalho é informar e pedir às famílias para não procurarem os serviços de urgência e os centros de saúde, mesmo que estejam doentes, sem ligarem antes para a linha de saúde 24 (808 24 24 24), para impedir que, no caso de estarem doentes com Gripe A, possam transmitir a doença a outros. Francisco George, Director-Geral da Saúde
As pessoas têm de perceber que, na esmagadora maioria das situações, esta gripe trata-se em casa, porque ela tem sido muito benigna. Mais de 90 por cento dos doentes não precisam de tratamento hospitalar. Ir logo ao hospital significa pôr em risco uma série de pessoas. No caso de sintomas suspeitos, o que há a fazer neste momento, e ainda mais no começo do Inverno, quando se prevê que o número de casos possa aumentar muito, é telefonar para a Linha de Saúde 24 e ficar em casa. Em vez de pedir ajudar fora de casa, a pessoa deve pegar no telefone e ligar para o número que tem sido anunciado – 808 24 24 24. Nesta altura a linha está a ser reforçada para poder dar resposta. No outro lado vai aparecer uma pessoa para dar as indicações. Em suma, o que deve fazer no caso de suspeita é recolher a casa, e descrever a situação pelo telefone aos técnicos da Linha de Saúde 24. Dr. Agostinho Marques, director do Serviço de Pneumologia do Hospital de São João, no Porto.