Convidado das jornadas parlamentares do PSD, o economista Ernâni Lopes propôs o corte dos salários de todos os funcionários públicos na ordem dos 15% a 30%.
Ernâni Lopes considerou "quase absurda esta solução coxa de, na incapacidade de tocar na despesa pública, aumentar a receita".
"Para sugestão de ordem prática, eu apreciei muito a lógica irlandesa. E era o que eu faria se tivesse a responsabilidade de enfrentar a situação portuguesa", disse o actual presidente da Fundação Luso Espanhola.
Ernâni Lopes acrescentou que diminuiria, "seguramente, os vencimentos de funcionários públicos, incluindo os ministros", com "um corte na banda dos 15, 20, 30%. 15 sem dúvida, 20 provavelmente".
"A cru. Sem explicar nada. Ou melhor, explicando que ou é assim ou não é. Não querem, então não se faz", prosseguiu o antigo ministro das Finanças do Governo do "Bloco Central".
Criticando que se tente "diminuir a despesa por via indirecta, com paninhos quentes", Ernâni Lopes apontou: "Olhem para as SCUT, nunca mais conseguem pôr as SCUT a pagar. Porque, primeiro, é o Zé que tem de ter isenção e não sei que mais. Ainda o Zé não tem e já o Manuel desata aos berros.O Zé e o Manuel estão ainda a gritar e vêm mais cinquenta. Ou seja, o resultado final é que só vai pagar quem for parvo".
"Cortar na despesa é inexorável", defendeu.