A quebra na adjudicação de obras públicas registada no primeiro semestre do ano, sobretudo no Algarve, acentuou a crise nas construtoras nacionais, alerta a Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS).
Tomás Gomes, vice-presidente da AECOPS, diz à Renascença que esta “é uma situação que as empresas enfrentam com grande dificuldade, não só pela falta dessas obras, mas também e principalmente, pelos atrasos com que são feitos os pagamentos das obras em curso”.
Os primeiros seis meses de 2010 foram maus para as empresas de construção civil portuguesas. O Estado e os privados estão a construir muito menos e os pagamentos são feitos cada vez mais tarde.
As empresas de construção estão a despedir empregados e a pagar com grande dificuldade aos seus fornecedores, adverte Tomás Gomes, da AECOPS.
A situação é má a nível nacional, mas no Algarve, por exemplo, chega a ser dramática, é que o valor dos concursos lançados nos primeiros seis meses do ano foram 73% a menos que em igual período do ano passado.