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Menezes reclama paragem do TGV como solução para a crise no Metro do Porto
Inserido em
29-07-2010 14:00
Governo não terá cumprido com as suas obrigações, acusa a administração.
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O presidente da Câmara de Gaia considera que a situação do Metro do Porto, que corre o risco de parar por falta de dinheiro, deve-se à "confusão e desnorte total do Governo" e à crise que o país atravessa. Luís Filipe Menezes aponta como solução avançar com cortes noutras áreas e reclama a paragem da obra do TGV.
"Não há crescimento económico, não há receita, só há impostos, não há forma de gerar riqueza. Todos temos de cortar, mas o Governo que comece por cortar. Que pare a obra do TGV, era o mínimo dos mínimos que podia fazer", explicou.
Menezes critica ainda a "lógica de discriminação negativa, absolutamente inaceitável, no que toca às SCUT e a investimentos deste género". "O Governo está a investir em Lisboa, só na linha para o aeroporto, mais de 200 milhões de euros. Isto é mais do que são as necessidades de curto e médio prazo da Metro [do Porto], para ligar a um aeroporto que, porventura, será para desaparecer", sustenta.
Para resolver a situação no Metro do Porto, o autarca pede ainda um encontro entre os principais agentes do Norte do país. "Esta situação devia obrigar a uma reunião urgente das forças vivas do norte, nomeadamente da Junta Metropolitana, da Comissão de Coordenação, dos agentes empresariais. Devia ser quase a organização de um congresso de emergência do norte político, económico e social, sob pena de um dia destes entrarmos numa decrepitude completamente irrecuperável", defendeu o autarca, em declarações à Lusa.
Menezes reagia assim à notícia, avançada pelo “Jornal de Notícias” de hoje, que indica que o Metro do Porto está em ruptura financeira e que pode parar caso o Estado não injecte "rapidamente 200 milhões de euros até ao final do ano".
Menezes apela ainda ao ministro das Obras Públicas, "um homem sensato", para resolver a questão, mas acrescenta que António Mendonça "é um homem só, que não tem capacidade para impor os seus pontos de vista sensatos" e que "os secretários de Estado lutam contra ele no ministério".
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