João Cordeiro diz que nem os médicos querem prescrever dessa forma, nem as farmácias têm meios para disponibilizar o medicamento em doses individuais.
O Presidente da Associação Nacional de Farmácias responde desta forma ao facto de até agora nenhuma farmácia ter pedido autorização para vender em unidose, apesar da lei estar em vigor há mais de dois meses.
João Cordeiro salienta que “não chegou às farmácias nenhuma receita a solicitar unidose (…) o equipamento para a unidose é extremamente caro, custa 150 mil euros, não é nestas condições que as farmácias vão fazer investimentos”.
A ministra da Saúde desvaloriza, por seu lado, a falta de interesse das farmácias na unidose. Ana Jorge diz tratar-se de um processo complexo e que, por isso, ainda é cedo para tirar conclusões.
Segundo a portaria conjunta dos ministérios da Saúde e da Economia, a lei que autoriza a venda de medicamentos em unidose nas farmácias de oficina e nas instaladas nos hospitais públicos visa "evitar o desperdício e permitir uma maior poupança".