A representante diplomática assumiu o cargo esta quinta-feira e, em entrevista à Renascença, manifestou o desejo de o Chefe de Governo se deslocar a Timor.
“Já é altura de visitar Timor, de ver a realidade e como foi feita a cooperação pela parte portuguesa”, refere.
A cooperação entre os dois países tem desenvolvido projectos em áreas como a Educação. O objectivo é que todos os timorenses aprendam e falem a Língua Portuguesa e, nesse sentido, em Janeiro vão abrir mais quatro escolas, adianta.
Quanto à presença dos militares da GNR em Timor-Leste, a embaixadora considera que estão ultrapassados os problemas de violência no país e, por isso, a actual missão dos portugueses passa por dar formação.
A GNR deve continuar no país até 2012 e, por essa altura, o Governo de Díli espera ter conseguido também o objectivo de entrar para a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), sublinha Natália Carrascalão.
“Faz-me lembrar um bocadinho o tempo em que Portugal se estava a preparar para entrar para a União Europeia. Em Timor está-se a passar exactamente o mesmo. Há um envidar de esforços de todas as autoridades privadas e públicas no sentido de conseguirmos entrar na ASEAN”, afirma.
Dez anos depois do referendo que ditou a independência de Timor-Leste, são claros os desafios para a nova nação. Natália Carrascalão diz que, acima de tudo, é preciso “manter a estabilidade”, garantindo a existência de um Estado de direito para desenvolver o país.
A nova embaixadora de Timor-Leste em Portugal, Natália Carrascalão, foi deputada pelo PSD e, recentemente, desempenhava as funções de chefe de gabinete do Presidente timorense, Ramos Horta.