Armando Vara afirma, numa nota interna enviada hoje a todos os colaboradores do banco, estar absolutamente convicto de que as suas actuações enquanto titular de cargos públicos e gestor de empresas se pautaram por “rigorosos critérios de ética”, “quer na conduta pessoal, quer na conduta profissional”.
Esta tarde, a administração do BCP emitiu um comunicado a informar que mantém a confiança total em Armado Vara.
Para a administração do Millennium BCP, a constituição de Armando Vara como arguido na investigação “Face Oculta” não cria qualquer problema ao normal funcionamento da cúpula dirigente daquela banco, não havendo quebras de confiança.
Quanto a Manuel Godinho, o único detido na operação de ontem, só amanhã será ouvido por um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro.
O empresário é apontado como responsável por um esquema organizado de corrupção praticado junto de grandes empresas públicas.
Na sede da empresa O2, de Manuel Godinho, em Ovar, a reportagem da Renascença encontrou esta tarde um verdadeiro muro de silêncio. Nem a administração, nem os trabalhadores quiseram falar deste caso.