O PSD esteve debaixo de fogo da restante oposição, porque ao retirar a palavra suspensão e optar pela substituição no projecto, disse o comunista João Oliveira, os social-democratas estão a faltar à palavra.
O deputado do PSD, Pedro Duarte, falou em “ciúme parlamentar” porque o seu partido encontrou a solução para o problema.
“Aquilo que estamos a propor não é uma mera suspensão é a substituição é a revogação do actual modelo de avaliação. Há uma diferença que não é semântica, os senhores estão agarrados à palavra suspensão, nós estamos agarrados à palavra solução” – frisou.
Entre conversações com sindicatos e os partidos com assento parlamentar, a vice-presidente da bancada do PS, Paula Barros, conclui: “O Partido Socialista sente-se cada vez mais acompanhado nesta causa”.
Pelo Bloco de Esquerda, Ana Drago sublinhou que o que está hoje em discussão é se a Assembleia "assume ou não a responsabilidade de colocar um ponto final num processo marcado pela arrogância e gerador de tanta instabilidade".
"O que as escolas esperam é que cada força partidária assuma os seus compromissos e seja parte interessada em encerrar um dos capítulos mais lastimáveis da política educativa em Portugal", afirmou, criticando depois o PSD por este ter deixado cair a palavra "suspensão" do seu projecto de resolução.
Depois, Manuela de Melo, do PS, fez um pedido de esclarecimento, voltando depois a palavra a Ana Drago que, com ironia, sugeriu a existência de um acordo entre PS e PSD.
"Surpreendeu-me senhora deputada. Esperava que a questão fosse colocada por outra bancada. Talvez já haja neste debate uma articulação central", disse a deputada bloquista.
Pelo CDS-PP, Paulo Portas ressalvou que o partido tem "uma posição globalmente favorável aos projectos apresentados pela oposição”, mas tem um problema com o diploma do partido à sua direita: “a ausência da palavra suspensão", afirmou o líder do CDS-PP.
Na sua intervenção, Paulo Portas acusou o Governo de ter um "problema de orgulho" com a palavra "suspensão" e aconselhou o PSD a não se deixar "contagiar pelo receio que o Governo tem com o verbo suspender".
Muito criticada por todos os partidos da oposição foi a ausência da ministra da Educação Isabel Alçada.