Em causa está o facto de muitos dos nomes sugeridos serem candidatos socialistas derrotados nas últimas autárquicas. É o caso de José Mota por Aveiro, Miguel Ginestal em Viseu, Isabel Santos no Porto ou Sónia Sanfona por Santarém.
O líder parlamentar do Bloco não quis falar de "nomes em concreto", considerando que "há um perfil geral que mostra realmente uma diminuição do estatuto dos governadores civis" e que "a lista é claramente de pendor partidária, absolutamente". José Manuel Pureza defendeu que a lista aprovada pelo Governo "mostra o acerto" que o BE teve "em propor, em devido tempo, a extinção deste cargo". "A solução é extinguir, porque, justamente, isto mostra como se trata de um cargo diminuído do ponto de vista do exercício da política nacional. O Bloco propô-lo em devido tempo. Se for necessário, e como parece ser o caso, voltaremos a essa iniciativa no sentido de alterar esta situação que nos parece totalmente desnecessária para a democracia portuguesa", concluiu.