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Professores frustrados com negociações
Inserido em
09-12-2009 13:05
Os sindicatos de professores regressam hoje ao Ministério da Educação para mais uma ronda negocial, mas os docentes começam a mostrar-se frustrados com os resultados das conversações.
As limitações na atribuição das notas altas através de quotas impostas às escolas é uma das principais queixas. O Movimento de Professores e Educadores em Defesa do Ensino alega que a existência de quotas não vai premiar o mérito.
“Não vemos nenhuma razão, numa profissão como a nossa, para colocar entraves artificiais na progressão na carreira a não ser uma razão economicista. E isso parece-nos errado”, afirma Ricardo Silva, daquele movimento.
Também para o MUP – Movimento Mobilização e Unidade dos Professores, a manutenção de quotas é inadmissível. Ilídio Trindade diz mesmo que este é um assunto inegociável.
“A questão das quotas levanta alguns problemas, na medida em que o trabalho do professor é, muitas vezes, um trabalho colectivo, que tem em conta a inter-ajuda e não faz muito sentido apenas um ou dois atingir esse patamar. As quotas são castradoras do mérito do trabalho do professor”, sustenta.
Se a tutela continuar a insistir neste modelo, adianta Ilídio Trindade, os professores estão prontos para manifestar o seu desagrado, “pelas formas que têm ao seu alcance”.
Na reunião desta quarta-feira, estão em cima da mesa o modelo de avaliação e a estrutura da carreira docente.
No início da semana, as organizações sindicais entregaram na tutela os seus pareceres sobre as propostas do Governo. Para já, é ponto assente que os sindicatos contestam as quotas na progressão da carreira.
Os movimentos de professores estão a ultimar uma proposta, que querem fazer chegar ao Ministério de Isabel Alçada ainda este mês.
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Não há razão para, na profissão de professor, existirem quotas
Fim das quotas na carreira são matéria "inegociável", sustenta MUP
Ilídio Trindade não põe de parte novas manifestações de professores
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