Em declarações aos jornalistas no Parlamento, onde foi ouvido na comissão que acompanha o fenómeno da corrupção, Pinto Monteiro deu explicações sobre o caso, explicando que apenas se pronunciou sobre as escutas que envolviam o Primeiro-ministro.
“O processo que corre em Aveiro continua a correr. A única coisa que me foi enviada foram as certidões de 11 escutas – há 167 se não estou em erro – em que intervém e fala o senhor Primeiro-ministro e só isso é que está em causa”.
“A única coisa que o procurador-geral e o presidente do Supremo podiam falar era sobre esse crime, isto é, as certidões e os relatórios que nos enviaram têm indícios que levem a pensar que há um crime de atentado ao Estado de Direito? Mantenho a resposta que dei: não há nenhum indício juridicamente relevante”, sublinha o procurador-geral da República.
Numa resposta às críticas sobre a sua actuação neste processo, Pinto Monteiro garantiu que tem as mesmas condições que tinha para se manter no cargo.
Já a meio da tarde, o procurador-geral da República afirmara que a violação do segredo de justiça é um problema “sem solução”.
Contra a violação do segredo de justiça pronunciou-se o ministro Alberto Martins, que classificou como inaceitáveis os "ataques" que considera estarem a ser feitos ao procurador-geral da República e ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Nas inúmeras declarações sobre o caso, destaque para Mário Soares, que lembrou ter sido Primeiro-ministro por três vezes e nunca foi tão atacado como José Sócrates.