Este estudo segue padrões da Organização Mundial de Saúde. Em Portugal tem sido repetido de quatro em quatro anos. Os números revelam que existem menos agressores e agredidos. De 1998 para 2002 há registo de uma subida. Em 98,4.8% dos alunos inquiridos admitiam ser provocados várias vezes por semana, em 2002 subiu para quase o dobro, mas em 2006 cai para 4.4%.
Tendência semelhante verifica-se nos alunos que provocam. Em 1998 eram dois e meio por cento, em 2002, 5.8, em 2006 caíram para os 3.7%. Margarida Matos, uma das autoras do estudo, explica o que está na origem desta evolução.
Margarida Matos acrescenta que a larga maioria das escolas portuguesas, 71% são escolas normais e que apenas uma minoria 16% podem ser consideradas más.
Atenta ao mundo da política, esta investigadora saúda a discussão em torno do assunto, mas sobre a proposta do CDS que amanhã vai ser discutida, Margarida Matos discorda. Margarida Matos defende um reforço da autonomia das escolas, para que cada uma possa lidar de forma mais conveniente com os fenómenos de bullying e de violência.