O ministro da Economia demitiu-se hoje do cargo depois de ter protagonizado um incidente no debate do estado da Nação, onde dirigiu um gesto insultuoso à bancada da oposição.
Van Zeller elogia trabalho de Manuel Pinho
Nas reacções, o presidente da CIP considera a demissão “inevitável”, no entanto, deixa elogios ao trabalho levado a cabo ao longos dos últimos quatros anos.
“Não se deve esquecer que ele atraiu muitos investimentos para cá, foi ele que colocou Portugal no mapa das energias renováveis e respeitadíssimo no mundo inteiro. Ele trouxe para cá os investimentos grandes, como a linha da Madeira, as petroquímicas, Sines, etc”, afirma Francisco van Zeller.
“Ele trabalhava 16 horas por dia, quase que não dormia, e há muita coisa que Portugal lhe deve. É um trabalho que fica feito e agora vamos ver se é aproveitado e damos rendimento ao que ele produziu”, sublinha.
Sobre a decisão da pasta da Economia ser acumulada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, Van Zeller considera que esta é uma “solução correcta”.
Rocha da Cunha subscreve Economia nas "mãos" de Teixeira dos Santos
Joaquim Rocha da Cunha, presidente da Associação PME-Portugal, também defende a passagem de Economia para a alçada de Teixeira dos Santos e da sua equipa.
“O ministro das Finanças é uma pessoa com bastante solidez técnica e bastante mais traquejo político”, diz Joaquim Rocha da Cunha, que espera uma “atenção forte” às micro, pequenas empresas.