Os quatro partidos da oposição apresentam iniciativas legislativas para prevenir os efeitos negativos dessas linhas.
Em causa estão quatro projectos de lei sobre um assunto que chega à Assembleia da República por iniciativa dos “Verdes”.
O Partido Ecologista, segundo explica a deputada Heloísa Apolónia, quer reduzir significativamente a intensidade da exposição a esses campos electromagnéticos a que está sujeita parte das populações.
“Vamos fazer uma proposta para diminuir essa intensidade em 500 vezes, isto para dizer que a exposição humana a estas linhas de muito alta tensão é muito excessiva actualmente em Portugal e há razões de saúde pública que nos devem preocupar”, afirma Heloísa Apolónia.
O Bloco de Esquerda (BE) vai ainda mais longe e, de acordo com a deputada Rita Calvário, pretende mesmo proibir as linhas de alta e muito alta tensão em zonas urbanas consolidadas.
Mais moderados são os projectos do PCP e do PSD. Os social-democratas, segundo Leitão Amaro, deixam ao critério do Governo definir os limites máximos para esses campos electromagnéticos.
No mesmo sentido, o PCP, pela voz de Paula Santos, entende que deve ser o Governo a regulamentar esta matéria, tendo em conta as orientações da Organização Mundial de Saúde e as melhores práticas da União Europeia.