Os social-democratas querem ouvir a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), o Sindicato dos Jornalistas e a Confederação dos Meios de Comunicação Social.
O PSD propõe ainda a chamada ao parlamento dos directores de informação do Jornal de Notícias, TVI, Sol, Expresso e do Diário Económico, e dos jornalistas Mário Crespo, Felícia Cabrita, Ana Paula Azevedo, José Manuel Fernandes e Manuela Moura Guedes.
Da lista fazem também parte o administrador da Ongoing, José Eduardo Moniz; o presidente da Controlinveste, Joaquim Oliveira; o presidente da Cofina, Paulo Fernandes; o administrador delegado Bernardo Bairrão; Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, da PT; Nuno Vasconcelos, da Ongoing; e o administrador do grupo Prisa, Manuel Polanco.
Armando Vara, o ex-deputado Arons de Carvalho, o assessor da PT, Paulo Penedos; e o administrador da PT, Rui Pedro Soares, são outros que o PSD quer ouvir na Comissão de Ética.
Esta é a forma encontrada pelos social-democratas para saber se tem havido ou não ingerência do Governo na comunicação social.
“Este conjunto de audições podem densificar e dar notícia de mais matéria, porque ela é mais abrangente, que podem ou não vir a justificar uma comissão de inquérito. Nós podemos começar já a tratar o tema e pode ou não vir a concluir-se pela necessidade de uma comissão de inquérito”, diz Aguiar Branco, líder parlamentar do PSD.
Estas audições no âmbito da Comissão de Ética vão ser votadas amanhã, sendo que o Bloco de Esquerda propôs no fim-de-semana uma comissão de inquérito parlamentar sobre a alegada intervenção do Governo na intenção de compra de parte da TVI pela PT.
CDS também propõe audiçõesO CDS-PP está sintonizado com o PSD e propõe a audição na Comissão de Ética de José Eduardo Moniz, do administrador do grupo Prisa, Manuel Polanco; do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão; do presidente da ERC, Azeredo Lopes; do presidente executivo da PT, Zeinal Bava; e do presidente da Ongoing, Nuno Vasconcelos.
Pedro Mota Soares, líder parlamentar do CDS-PP, considera que este é o caminho mais rápido para o esclarecimentodo caso da alegada tentativa de intervenção do Governo na TVI.