O Tribunal alega que a presença de crucifixos pode perturbar crianças de outras religiões. Os juízes europeus determinam, por isso, que o símbolo da cruz seja retirado das escolas italianas, o que está a provocar revolta num país de esmagadora maioria católica.
Também o Vaticano já reagiu com surpresa e amargura lamentando profundamente esta decisão.
O comunicado lamenta que o crucifixo – que foi sempre sinal de amor de Deus, união e acolhimento para toda a humanidade – seja agora considerado sinal de divisão, exclusão ou limitação de liberdade.
Não é assim, nem é esse o sentir comum da nossa gente – afirma o porta-voz do Vaticano.
Para o Padre Lombardi, é grave marginalizar do mundo educativo um sinal fundamental da importância dos valores religiosos na história e na cultura italiana. E, além disso, o precioso contributo da religião para a formação humana é uma componente essencial da nossa civilização, sendo por isso errado e miope exclui-la da realidade educativa.
O comunicado considera espantoso que um Tribunal Europeu intervenha deste modo numa matéria tão profundamente ligada à identidade histórica, cultural e espiritual do povo italiano e lembra que não é assim que se atraem os católicos para a ideia europeia; pelo contrário, parece que se pretende desconhecer o papel do Cristianismo na formação da identidade europeia, quando, afinal, ele foi e continua a ser essencial.