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«Orai sem Cessar»: O monástico
Inserido em
26-02-2010 14:08
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Por todo o mundo há homens que dedicam toda a sua vida à contemplação e oração. Nem todos os monges são padres, mas esta é também uma vertente do sacerdócio.
Foi no Brasil, para onde tinha emigrado com a sua família depois do 25 de Abril, que Lino Moreira viu monges pela primeira vez.
“Tinha quinze anos, passei pelo mosteiro do Rio de Janeiro, fui com os meus pais à missa ali, e fiquei muito tocado pelo ambiente, pela liturgia, pelas figuras, que nunca tinha visto. Isso fez-me pensar, foi o início do meu discernimento vocacional, foi a primeira vez que pensei que poderia ser monge”, recorda.
Os seus pais, católicos praticantes, sempre aceitaram a sua escolha e foi assim que, quatro anos mais tarde, entrou no Mosteiro de Singeverga, perto de Santo Tirso. Seguiu o percurso normal previsto e seis anos mais tarde fez os seus votos solenes. Um dia que jamais esquecerá, pelo sentimento de realização que lhe deu: “Senti alegria. Mas senti-me definido, senti que realmente tinha encontrado o meu caminho, a minha identidade. Imagino que é mais ou menos o que deve sentir uma pessoa quando casa. Finalmente sei qual é o meu rumo, sei quem sou, e os outros também sabem. Foi importante ter a noção clara que sabia qual era o meu lugar na igreja, o que é que a Igreja queria de mim, e o que é que tinha de fazer, ou de ser sobretudo.”
Nesta altura o sacerdócio ainda estava distante. O Pe. Lino realça que a vocação sacerdotal e a monástica nem sempre são coincidentes, e garante que para ele foi esta que sentiu primeiro. A decisão de ser ordenado foi tomada em função do benefício que poderia trazer à sua vida enquanto monge. “Quando descobri que podia exercer o sacerdócio de uma forma compatível com a vida monástica, descobri também que seria uma mais-valia, que daria à minha vida monástica uma dimensão maior. Estas coisas são bastante pessoais, a pessoa pode sentir dentro de si que o sacerdócio a vai ajudar a ser mais monge. Eu concebo o sacerdote como um ministro da palavra, essencialmente. Alguém que existe para pregar. E o monge é alguém que existe para assimilar a Sagrada Escritura, portanto a exigência de comunicar aos outros alguma coisa, a mim obriga-me a empenhar-me mais para, enquanto monge, assimilar a Sagrada Escritura de uma forma orante, e deixar-me transformar por ela.”
Leia a entrevista completa na edição de
26 de Fevereiro de 2010
do jornal on-line Página 1, e
veja o vídeo
.
Veja aqui as restantes reportagens
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