A quarta catequese quaresmal, a 14 de Março, teve como título “A Igreja, povo sacerdotal”.
O Cardeal Patriarca adianta que os pecados na Igreja não anulam a fidelidade de Cristo na Igreja. A força do sacramento e a acção do espírito santo superam os pecados dos membros da Igreja.
“Os pecados da Igreja nunca anularão a fidelidade de Jesus Cristo. A fidelidade de Jesus Cristo, manifestada na acção do Espírito Santo, garantirá que a Igreja, apesar dos pecados dos seus membros, caminhe para a fidelidade perfeita e definitiva. Por isso, apesar dos seus pecados, a Igreja nunca deixará de ser um Povo Sacerdotal, porque oferece a Deus o sacrifício puro e santo de Jesus Cristo e, pela força da acção sacramental, será sempre, graças à acção contínua do Espírito Santo, “sacramento de salvação”, isto é, mediação de salvação para toda a humanidade”.
“Cristo, Sumo Sacerdote, é o nosso Bom Pastor”
Neste 5º Domingo da Quaresma, o Cardeal de Lisboa destaca a imagem de Deus, Pastor do Seu Povo, e como Jesus não hesitou em aplicar a Si Mesmo esta mesma imagem.
Diz D. José Policarpo, que Cristo é sacerdote porque nos salvou; Ele é o Sumo Sacerdote do novo Povo de Deus porque é o seu Bom Pastor.
O Cardeal deixou depois uma série de indicações sobre como deve ser um sacerdote, bom pastor.
“Um bom pastor é alguém que guia, que tem a coragem de indicar, à luz da fé, o caminho a seguir. Sabe dizer a verdade com amor; Um bom pastor é um amigo da vida. Ele deve abrir para os outros as fontes da vida eterna; Um bom pastor é aquele que não fica prisioneiro daqueles que o rodeiam sempre, mas vai à procura dos que se desviaram ou nunca vieram; Um bom pastor é aquele que, sem desprezar ninguém, dá um lugar especial no seu coração aos pobres, aos pequeninos, aos mais fracos; Um bom pastor é alguém que vigia, está atento, avisa dos perigos; Um bom pastor não se apascenta a si mesmo, não usa o seu ministério para proveito próprio”, refere."Onde queres que celebremos a Páscoa?"Na catequese quaresmal deste Domingo de Ramos, D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, sublinha que a Páscoa tem que ser celebrada na Igreja e em Igreja. Tem que ser o triunfo da caridade. O mundo continua a precisar que a Páscoa da Igreja seja um grito de libertação.