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«Glorificai ao Senhor no Oriente»: O greco-católico
Inserido em
24-03-2010 18:00
Na nona reportagem da série Vidas Consagradas falamos com o representante de um ramo do catolicismo que poucos conhecem por cá. Ivan Hudz é sacerdote da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, e trabalha em Portugal desde 2002.
“Às vezes perguntam se sou ortodoxo, e eu respondo a brincar que sim, sou ortodoxo, porque ortodoxo significa verdadeiro, e católico significa universal.”
O humor é a forma escolhida pelo Pe. Ivan Hudz para lidar com a confusão que surge diariamente entre os católicos portugueses com quem se cruza, e que não sabem que a Igreja Católica é composta pela Igreja Romana, que abrange mais de 90% dos católicos de todo o mundo, e cerca de duas dezenas de Igrejas Orientais que, tendo as suas próprias tradições, liturgias e hierarquia, se encontram em plena comunhão com Roma e com o Papa.
Mas os cristãos que se reúnem na capela do antigo hospital de Arroios, cedida pelo Patriarcado de Lisboa, não são ortodoxos. A liturgia que lá celebram todos as tardes é incompreensível para a maioria dos portugueses, não só pela língua mas pelo próprio rito, totalmente diferente do romano, mas é perfeitamente católico.
Vidas Consagradas “Glorificai ao Senhor no Oriente”: o greco-católico
O Pe. Ivan Hudz, que nasceu em 1973, durante a União Soviética, sabe bem o que custou aos seus correligionários a fidelidade obstinada a Roma: “O meu avô foi para a Sibéria por ser cristão, católico, de rito oriental. Na minha adolescência já era mais leve, mas quando andei na escola, se a criança fosse apanhada na Igreja era perseguida pelos professores”.
Celibatário por escolha, não imposição
Com o fim do comunismo, deu-se um ressurgimento. É neste contexto que o Pe. Ivan sente o seu chamamento: “Depois de onde tirar o curso de professor de música, li num jornal que havia a possibilidade de estudar no seminário greco-católico, que tinha reaberto, e fui lá. Agora, porque é que aconteceu isso, não sei. Acho que na minha família rezaram muito por mim, para ser padre.”
Poderia ter casado antes de ser ordenado, em 1997, se assim entendesse, como é próprio da tradição oriental, partilhada tanto por ortodoxos como por católicos, mas optou pelo celibato. “Quem quer investigar, estudar mais, fazer missões… isso pode ser difícil com família. Não sei porque escolhi este caminho, Deus é que chama e nós devemos obedecer e seguir.”
Em 2002 o Pe. Ivan viu-se a caminho de Portugal: “Quando cheguei, no primeiro ano estive no seminário para aprender a língua, e depois o bispo mandou-me para a paróquia de Torrão, Alcácer do Sal. Estou a dar apoio nesta zona, e no fim-de-semana trabalho com imigrantes na zona de Évora e na diocese de Beja, também.”
Leia esta reportagem completa no jornal on-line
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