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D. Pedro V deixa população órfã de esperança
Actualizado em
11-11-2009 14:02
Dele se diz que simbolizava a esperança num futuro melhor para Portugal. Morreu muito jovem, a 11 de Novembro de 1861, com 24 anos de idade, depois de menos de uma década de reinado, ficando conhecido como “O Esperançoso”.
Esperança na recuperação e desenvolvimento material do país, numa altura em que Portugal saía de um período conturbado de guerras civis durante três décadas, primeiro entre liberais e absolutistas e depois entre várias facções do liberalismo triunfante, em 1834.
Filho de D. Maria II e de D. Fernando II, é rei de Portugal de 1853 a 1861. Para Paulo Azevedo Fernandes, professor de História de Portugal Contemporâneo (Século XIX) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, D. Pedro V deixa a imagem de “um rei jovem, com uma figura bem-parecida, culto, viajado, ilustrado e diferente dos anteriores porque pensava pela sua própria cabeça, com posições fortes e uma personalidade vincada ”.
A influência dos pais, que cultivaram nos 11 filhos “uma cultura e uma educação excepcionais”, foi determinante na definição da sua personalidade. A sua mãe tinha sido, aliás, uma rainha com uma relação “diferente” do que era habitual com o povo, acrescenta Paulo Azevedo Fernandes.
D Pedro V tinha também uma grande preocupação com a sua imagem, “com um certo cuidado com a forma como aparecia em público”, sendo um governante bem-amado entre as camadas mais baixas da população, por um lado, e pouco aceite entre algumas elites políticas, que o viam como “um empecilho no seu caminho”.
Introduz um estilo que viria a ser comum ao dos reis portugueses seguintes, que mantiveram um carácter de proximidade característico do reinado de D. Pedro V e de D. Estefânia que, em tempos marcados pela presença de epidemias como a da cólera e a da febre amarela, os levava até aos hospitais para confortarem os doentes.
A morte de D. Pedro V, por febre tifóide, chega, diz Paulo Azevedo Fernandes, a levantar a suspeita de regicídio por envenenamento, nunca comprovada, pelo facto de a sua morte se dar depois de uma estada de alguns dias no Alentejo e pelo facto de ser seguida da do seu irmão. Certo é que “o desaparecimento deste rei querido, leva também a esperança do país, deixando a população órfã”, acrescenta.
Também neste dia:
1861 -
Morre D. Pedro V.
1918
-
Grande Guerra 1914-18. É assinado o armistício.
1965 -
Ian Smith declara unilateralmente a independência da Rodésia, Zimbabué, atitude considerada ilegal pelo Reino Unido.
1972 -
O Conselho de Segurança da ONU aprova, por unanimidade, a resolução que exige a Portugal o início de conversações que levem ao fim das guerras em África.
1975 -
Agostinho Neto proclama, em Luanda, a independência e a formação da República Popular de Angola. Em Nova Lisboa, UNITA e FNLA proclamam a Républica Democrática de Angola.
1997 -
A UNESCO interdita a clonagem humana, estabelecendo critérios éticos para a investigação sobre o genoma humano e suas aplicações.
Editado por
Letícia Amorim
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