Cavaco Silva declarou, na abertura do evento, que este é um dia que vai ficar na "história da construção europeia". Recordando que, com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, se põe fim ao impasse institucional dos últimos 10 anos, Cavaco Silva considerou que agora a União Europeia dispõe de "renovadas condições para enfrentar os desafios do nosso tempo" e, ao mesmo tempo, tirar partido das oportunidades que são oferecidas e ir ao encontro dos anseios e preocupações dos europeus. "Hoje, a Europa fica mais apta, mas simultaneamente mais responsável, para dar resposta aos grandes desafios que tem pela frente", sublinhou. Cavaco Silva considera que a União Europeia está agora "melhor preparada para enfrentar a crise económica e financeira e as suas consequências sociais", em particular o desemprego, e "mais apta para liderar o combate às causas e efeitos das alterações climáticas". “É este projecto que nos convoca a todos, dirigentes políticos e cidadãos. Porque a Europa que queremos jamais se fará sem a vontade política dos decisores e o empenhos dos cidadãos", sustentou, considerando que está agora nas mãos dos líderes europeus fazer do Tratado de Lisboa "um instrumento de esperança para o futuro da Europa". "Um novo começo"Já o Primeiro-ministro José Sócrates classificou a entrada em vigor do novo Tratado como um “novo começo para uma Europa mais forte na afirmação dos valores europeus”.
“Para Portugal, o projecto europeu é um pilar fundamental, um pilar permanente da sua política externa e do seu projecto de modernização e desenvolvimento”, disse José Sócrates.
A concluir os discursos em Português, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, sublinhou o simbolismo do momento.
“O Tratado de Lisboa constitui o símbolo de uma Europa reunificada, livre e democrática”, declarou.