Em entrevista à RTP, José Sócrates sublinha as várias posições conservadoras dos social-democratas sob a liderança de Manuela Ferreira Leite.
“Acho que o PSD está neste momento muito à direita, talvez como em nenhum outro momento da sua história. Muito à direita por ter um programa político muito contra o Estado, muito à direita pela atitude conservadora e de resistência relativamente a todas as leis que têm o mínimo de progressismo e o mínimo de respeito por uma sociedade aberta e tolerante, uma sociedade que respeita a liberdade de escolha”, disse.
Criticando o principal partido da oposição, o líder socialista adianta que não fazem sentido os ataques de “asfixia democrática” do PS quando foi a própria Ferreira Leite a defender a suspensão da Democracia por seis meses e deixou Pedro Passos Coelho, seu adversário interno, fora das listas de deputados “laranja”.
Sócrates falou também dos professores reconhecendo falhas na sua governação, mas prometendo que tudo fará para restaurar uma relação de confiança com aquela classe profissional.
“Estou muito disponível para fazer tudo o que estiver ao meu alcance para restaurar uma relação delicada e atenta a todos os problemas dos professores, mas os professores também têm que olhar para o que nós fizemos”, refere.
Sobre a crise, o Primeiro-ministro disse que "Portugal está longe de ter saído da crise" económica, sublinhando, no entanto, que o país "já está a crescer desde o segundo trimestre".
“As empresas estão a cancelar os 'lay-off', os dados do segundo trimestre mostram um crescimento pequeno, mas positivo, e os indicadores de confiança melhoraram nos últimos cinco meses", salientou na entrevista à televisão pública.