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Um mosteiro de clausura no século XXI
Actualizado em 03-04-2009 00:00

O que leva uma mulher a entrar num convento de clausura? Em Paços de Ferreira, a Renascença viveu o dia-a-dia das Monjas Carmelitas Descalças e testemunhou uma vida de oração, solidão e partilha.



VEJA A REPORTAGEM MULTIMÉDIA AQUI


Vivem no silêncio, afastadas do mundo. Dizem que é como quem recua para melhor apreciar um quadro. Estão “a sós com Deus para estar com todos”.
São 18 as monjas que moram no Mosteiro do Coração Imaculado de Maria, em Bande, Paços de Ferreira. Uma ordem “inteiramente contemplativa, votada a Deus, numa vida de oração que requer um ambiente de silêncio e de solidão”, descreve a irmã Vera Maria, Madre Prioreza.

Porquê?

Uma opção de vida que intriga o mundo cá fora. Para a irmã Filipa, o essencial está nessa pergunta que todos fazem: “O nosso papel é criar esse espaço das pessoas se perguntarem a si mesmas «Porquê? O que é que leva estas mulheres deixarem a vida delas e virem ficar aqui, passarem aqui a vida delas fechadas?» E é só na medida em que as pessoas forem encontrando essa resposta é que vão percebendo”.
Anabela, ainda noviça, atira a resposta sem hesitar: “É mais do que uma necessidade. É amarmos Jesus e é uma entrega total pela humanidade”.

A solidão em comunidade

Este ambiente de solidão é cultivado dentro de uma vida em comunidade. São poucos os momentos de inteiro isolamento; são frequentes os momentos de partilha. São irmãs na mais vincada acepção da palavra.
A história das Carmelitas Descalças perde-se no tempo e recua até aos padres antigos do deserto. No século XVI, Santa Teresa de Jesus reforma a Ordem, dando-lhe um cunho mais missionário e apostólico.
Em pleno século XXI, as carmelitas continuam a cortar raízes com tudo o que é material e fazem da oração uma profissão a tempo inteiro.






Catarina Santos

  • carmelitas;
  • clausura;
  • Mosteiro de Bande;

               
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